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EDUQUE PELO EXEMPLO

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(Autoria de Eliana Barbosa*)

Na área em que trabalho, vez ou outra atendo pais sofrendo com a falta de limites dos filhos, e sem saber que rumo tomar diante de tantos desmandos e desvarios…

E, conversa vai, conversa vem, eles chegam à triste conclusão de que têm perdido tempo tentando educar com broncas e gritos, quando, na verdade, o que educa é o exemplo, são as atitudes, é aquilo que as crianças vivenciam em família, no dia a dia.

Por isso, vamos analisar 7 maus exemplos que muitos pais dão aos filhos e, por vezes, nem percebem o estrago que fazem:

1. Fumar, consumir bebida alcoólica, comer alimentos de baixo teor nutritivo, dormir tarde, ter vida sedentária  – Estas ações diante de seu filho acabam por induzi-lo à imitação, pensando que está agradando-o se agir como você.

2. Falar mal dos outros, criticar, colocar defeito em tudo, reclamar – Você está mostrando ao seu filho o quanto a vida parece injusta e triste, além de demonstrar falta de compaixão com os defeitos dos outros. E ele agirá assim na escola e entre os amigos, e, no futuro, na vida profissional.

3. Ser agressivo no falar e no agir – Se este é o modelo de convivência que você passa ao seu filho, ele vai fazer o mesmo com os colegas na escola e professores, e, tempos depois, com você e todos aqueles a quem ele deve respeito e obediência.

4. Reclamar do trabalho – Quanto você tem crenças limitantes em relação ao trabalho (“vou à luta…”, “ralei o dia inteiro…”, “estou morto de trabalhar…”), seu filho passa a acreditar que trabalhar é ruim e difícil, e, depois, quando chegar a vez dele começar a trabalhar, ele vai inventar uma porção de cursos pra fazer, só para fugir dessa “tortura” que você “pintou” pra ele.

5. Acusar as pessoas – Esta é uma forma de ensinar ao seu filho a não se responsabilizar pelos próprios erros, sempre colocando a culpa nos outros.

6. Mentir – Seu filho entende que pode  “dar um jeitinho” e começa a usar a mentira para se safar das consequências dos seus atos.

7. Querer parecer bonzinho – Quando você age assim, está deixando de ensinar a assertividade, aquele posicionamento que vai dar coragem ao seu filho para dizer “não” para os amigos (da onça) que vão lhe oferecer drogas, bebidas, etc…

O que você precisa entender  é que embora cada pessoa, ao nascer,  já traga um jeito de ser, uma tendência de caráter, é na primeira infância que temos a maior oportunidade de influenciar os nossos filhos, mostrando a eles noções de honestidade, ética, cidadania, humildade, compaixão, fraternidade e positividade.  E eles “sugam” nossos exemplos como se fôssemos “deuses”, donos da verdade. Daí, a responsabilidade dos pais em se melhorar, porque palavras podem até convencer, mas o que realmente faz a outra pessoa mudar é o exemplo!

(*Psicoterapeuta, coach de relacionamentos, escritora e palestrante no campo do autodesenvolvimento, e apresentadora em TV e rádio) 

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FILHOS INGRATOS

 

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(Autoria de Eliana Barbosa*)

Um dos maiores desafios na vida em família, a meu ver, está na convivência entre pais e filhos. Assim como temos visto em várias novelas da TV brasileira, a vida real, infelizmente, também nos mostra algumas mães e pais totalmente decepcionados com filhos ingratos e alguns até cruéis.

Então, como você – pai ou mãe – deve agir diante dessa situação?
  • Em primeiro lugar, entenda que seu filho vê em você a imagem que você mesmo vê e transmite para o mundo – a de uma pessoa que não se valoriza e faz tudo pelos outros, na vã tentativa de ser amada e reconhecida.
  • Para que seu filho reconheça suas qualidades e o respeite, tome a atitude de se amar mais do que a qualquer outra pessoa.
  • Dê um basta nessa superproteção em relação aos filhos e comece a cuidar de quem é mais importante em sua vida: VOCÊ!
  • Abandone o amor permissivo e adote o amor exigente por seu filho. Ele precisa entender que você o ama, mas você não gosta e não vai aceitar as atitudes erradas dele.
  • Consciente de que você fez o melhor por seu filho, fale e aja com firmeza no sentido de não permitir mais desacatos, e exija que ele o respeite.
  • Aceite que, por mais exemplos bons que você tenha dado ao seu filho, ele fez a escolha de ignorá-los. Sua boa influência está com ele, mas se ele optou por seguir o caminho da ingratidão ou da desonestidade, a única coisa que você pode fazer é rezar por ele e seguir sua própria vida, sem rancores e cobranças.
  • Isso mesmo, que você perdoe ao seu filho para se libertar de mágoas que, mais dia menos dia, acabarão manifestando-se em forma de doenças. Perdoar não é aceitar, é apenas não se prender às dores do ressentimento.
  • Cuidado: É grande o número de pais e mães que adoecem, numa busca inconsciente de atenção e carinho dos filhos. Não caia nessa armadilha e cultive sua fé na certeza de que seu filho, antes de ser seu, ele é filho de Deus.
  • E, com essa dolorosa lição que a ingratidão em família pode lhe trazer, daqui para frente dê um basta às suas expectativas e idealizações. São elas as grandes responsáveis pelas decepções.
  • Lembre-se: Ninguém muda ninguém, a não ser a si próprio. Cada pessoa tem sua natureza e o livre arbítrio de escolher acordar ou não para a vida.
  • Por isso, não perca mais tempo tentando mudar seus filhos. Permaneça firme como bom exemplo para eles e decida, hoje mesmo, buscar seus recursos internos para ser feliz, sem jamais condicionar sua felicidade a quem quer que seja!

 

(*Eliana Barbosa é psicoterapeuta, coach de relacionamentos, apresentadora de TV, palestrante e autora de diversos livros no campo do autodesenvolvimento.)

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