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O QUE SÃO CRENÇAS LIMITANTES (e Como Resolvê-las)?

 

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(Autoria de Juan O’Keeffe)

Imagine que você queira aprender a tocar violão.

Você adora música e sempre sonhou saber tocar violão. Mas quando era criança achava que não sabia desenhar tão bem quanto os colegas de aula.

Então você cresce achando que não têm talento artístico.

Aí quando você pensa em aprender violão vêm aquela voz interior e diz “Não tenho talento artístico. Melhor nem tentar.”.

Então você desiste de tentar aprender porque acha que não vai conseguir.

Essa é uma crença limitante.

Crença limitante é algo em que você acredita e que limita você de alguma forma.

Alguns exemplos:
• Não sou bom em matemática por isso não posso fazer faculdade de engenharia.
• Nunca vou emagrecer porque não tenho disciplina para manter a dieta e praticar exercícios.
• Tenho que casar com alguém da mesma religião pois minha família não aceitaria uma pessoa de outra.
• Não sou um técnico de eletrônica bom o suficiente para ganhar dinheiro com isso.
• Posso me dar mal se mudar de emprego.
• Não posso ser advogado pois minha família quer que eu seja um médico.
• Mulheres só têm interesse em homens com muito dinheiro.
• Devo trabalhar aqui pois não conseguiria emprego em outro lugar.
• Não sou tão bom quanto eles para entrar nessa disputa.
• Devo continuar no casamento para manter as aparências.
• Não posso viajar de avião pois é muito perigoso.

Algumas clássicas:
• Não tenho as qualificações necessárias.
• É tarde demais.
• Não sei por onde começar.
• Já tenho responsabilidades demais.
• Nunca funcionou antes.
• Sempre chego tarde demais.
• Não tenho conhecimento suficiente.
• Estou muito fora de forma.
• A vida é muito complicada.

As crenças limitantes são uma espécie de desculpa para não fazer o que você realmente gostaria de fazer. Elas nos mantém na nossa zona de conforto e segurança. Isso pode limitar muito o seu desenvolvimento pessoal e conquista dos seus objetivos.

Uma coisa importante de perceber é que muitas vezes essas crenças limitantes são coisas da nossa cabeça que não condizem de fato com a realidade. Existem apenas pois você está dizendo a si mesmo que aquilo é uma realidade.

Mudando o pensamento, você pode mudar também.

Alimentar a crença de que mulheres só têm interesse em homens com muito dinheiro é apenas uma forma de você arrumar uma desculpa a si mesmo para não procurar uma mulher. Obviamente existem muitas mulheres com homens com pouco dinheiro por aí.

Agora tente lembrar da última vez que você queria alguma coisa e não conseguiu. Muito possivelmente foi uma crença limitante que parou você.

Se você parar para pensar, perceberá que muitas das dificuldades e frustrações da vida são derivadas das nossas crenças limitantes.

Por isso, se você quer atingir seus objetivos, livre-se das crenças limitantes que não fazem sentido. Libertando-se delas abrimos espaço para seguir adiante no caminho da vida.

No meu caso, uma crença limitante que tenho é que não me acho bom em design gráfico. Como então posso ter um website? É simples. Encontro uma alternativa e dou um jeito.

Por isso, quando preciso de um trabalho de design (por exemplo, criação de um logotipo) terceirizo o serviço. Mas de uns tempos pra cá tenho arriscado um pouco mais e quando são coisas mais simples, por exemplo, editar uma imagem, colocar texto numa foto ou algo assim, já tenho tomado mais coragem e vou em frente e eu mesmo faço.

As próprias fotos do meu site sou eu que pesquiso, escolho e faço edições simples quando necessário. Ainda tenho a crença de que não sou muito bom nessa questão de design, mas não deixei que isso fosse empecilho para eu criar meu site e fazer o que preciso fazer.

Observe também se você utiliza de afirmações permanentes. Dizer algo como “Eu não sou bom o suficiente” não deixa espaço para você melhorar. Você está dizendo a si mesmo que não é agora e não será no futuro.

Ou seja, você está desistindo ali mesmo. Em vez disso dizer algo como “Ainda não cheguei lá mas estou aprendendo” levará você muito mais longe.

Por quê temos crenças limitantes?

Existem diferentes fontes de crenças limitantes. Alguns exemplos:

Experiências
Vamos supor que você tenha criado um negócio que não deu certo. Talvez dessa experiência surja uma crença limitante dizendo que você não conseguirá criar um novo negócio que dê certo pois já tentou uma vez e deu errado.

Lógica equivocada
Muitas vezes é uma questão de lógica equivocada. No próprio exemplo acima, não quer dizer que o fato do primeiro negócio que você tentou deu errado que os outros também vão dar.

Como diria Thomas Edison, “Eu não falhei. Apenas tentei 10.000 maneiras que não funcionam”.

Desculpa
Pode ser que no fundo você não queira realmente ir em frente. Então fica arrumando desculpas a si mesmo. Por exemplo, você pode dizer que não têm disciplina para fazer uma dieta e emagrecer. No fundo pode ser que você realmente não queira ficar longe do que gosta de comer.

Medo
medo é sem dúvida bastante limitante. Vamos dizer que você tenha medo de avião adotando a crença de que andar de avião é perigoso. Na verdade é sabido que avião é o meio de transporte mais seguro que existe. Mas isso acaba não sendo o mais importante na decisão.

Círculo social
Família, amigos, colegas e as pessoas que de forma geral fazem parte do seu dia a dia podem ser uma fonte de crenças limitantes para você.

Digamos que um colega seu relate uma experiência em que passou mal após comer sushi e que isso aconteceu pois é feito com carne crua.

Você pode desenvolver uma crença limitante de que comer sushi faz mal pra saúde impedindo você de desfrutar dessa culinária.

Religião
A religião é famosa por doutrinar às pessoas gerando diversas crenças limitantes. Possuem até um termo específico para isso “pecado”.

Para um gay não assumido ouvir do padre da sua Igreja que ser gay é pecado pode ser um grande limitador para assumir sua homosexualidade.

Sociedade
Padrões de beleza é um dos exemplos de coisas que podem se tornar uma crença limitante para as pessoas.

Uma jovem bonita pode achar criar uma crença de que nunca conseguirá um namorado pois não segue os padrões de beleza adotados pela sociedade.

Crença vs fatos

Crenças não necessariamente são fatos. Muitas vezes não existe correlação entre crença e realidade. Aí é que encontra-se a oportunidade.

Se você acredita que é tarde demais, pode ser que não seja. Essa é a sua chance.

A crença limitante não têm embasamento. É apenas uma crença errada. Livrar-se dela é algo benéfico. Diferente de fatos. Esses são reais e contra esses não há nada que se possa fazer. O segredo é saber diferenciar entre os dois.

Claro, eventualmente a crença pode ter fundamento. Vamos dizer que você acredita que não é possível aprender falar inglês fluentemente em apenas uma semana. Se você pensa isso, concordo com você.

Pode aprender algumas palavras, algumas frases. Até mesmo engajar num pequeno diálogo. Mas fluentemente certamente não vai conseguir.

Ou se você tem ambição de virar jogador de basquete profissional mas têm um metro e meio de altura realmente eu diria que as chances são pequenas.

Mas mesmo assim não é impossível. Muggsy Bogues é uma prova disso. Com apenas 1,60 m chegou à NBA, a liga de basquete profissional norte-americana [1]. Lembre-se sempre do que disse Nelson Mandela, “Sempre parece impossível. Até que seja feito.”.

Mas esses são casos extremos. Muitas vezes temos crenças limitantes sobre coisas muito mais próximas do nosso alcance de serem realizadas.

O segredo está em saber diferenciar o que é simplesmente uma crença que pode ser superada do que é uma realidade que não têm como ser mudada.

A maior parte das coisas que você quer alcançar pode ser alcançada. Você só precisa sair da frente do seu próprio caminho.

Como descobrir suas crenças limitantes?

Para descobrir suas crenças limitantes pense sobre algo que você gostaria de fazer e não faz. Então procure a justificativa que você encontra para não fazer. Essa justificativa geralmente está no “porque” da frase.

Por exemplo, vamos dizer que você diga “Não posso conseguir um bom emprego porque não tenho curso superior.”; “Não posso tomar a iniciativa porque isso é o homem que deve fazer.”; “Não posso ter um negócio próprio porque a economia está ruim.”

Assim que você encontra uma justificativa para não fazer algo, você não irá fazê-lo.

Como superar crenças limitantes?

1) Identifique uma das suas crenças limitantes

Pense no que você gostaria de fazer e porquê não está fazendo. O que está impedindo?

Tome nota da sua crença limitante.

2) Reconheça que é apenas uma crença

Reconheça que a sua crença pode não passar de uma crença que não é verdade.

3) Conteste a sua própria crença.

Questione a sua crença levantando questões como estas:

• Essa crença realmente têm fundamento? Quais são os fatos que comprovam?
• Eu sempre pensei dessa forma? Se não, o que mudou?
• Existem evidências contrárias à minha crença?
• As outras pessoas concordam com essa crença?
• Como seria pensar exatamente no oposto dessa crença?
• Essa crença está me ajudando a progredir nos meus objetivos?
• Como eu pensaria sobre essa crença se eu fosse outra pessoa (Einstein, Steve Jobs, um empresário, um médico etc…)

Muitas dessas questões podem parecer estranhas, mas ajudam você a ampliar sua perspectiva sobre o assunto. Exercitam o pensamento “fora da caixa”.

Ao argumentar contra o seu próprio pensamento inicial muitas vezes você pode perceber que não é bem como você estava pensando levando você a mudar o paradigma para algo mais positivo e encorajador:

“Conheço o fulano de tal que têm um excelente emprego e não têm curso superior. Se ele pode também posso.”; “Tenho uma amiga que tomou a iniciativa no relacionamento e está namorando com o cara até hoje.”; “Têm muitas empresas que abrem negócios quando a economia está ruim e sucedem.”

4) Perceba as consequências

Quais são as consequências de se agarrar à sua crença limitante? Se agarrar a crença de que você não é capaz de passar num concurso público porque falhou na sua primeira tentativa pode privar você de passar no futuro e ter uma vida melhor.

5) Adote uma nova crença

Escolha algo novo em que acreditar. Algo que irá ajudar a melhorar a sua vida. Pode não ser fácil essa transição.

Dependendo do tempo que você pensou e viveu àquilo que levou você a crer no que crê pode ter criado um vínculo emocional muito grande e enraizado a crença com muita força.

Mas se você quer ir em frente e mudar precisará ter força e coragem de fazer essa mudança de pensamento e adotar a nova crença.

6) Coloque em prática

Tome uma atitude e comece a implementar coisas que suportem a sua nova crença. Vamos dizer que você tinha uma crença limitante que dizia “Sou velho demais para iniciar a praticar exercícios”. Depois de passar pelos passos anteriores você resolveu adotar uma nova crença “Nunca é tarde para começar”. Então hoje mesmo sai para dar uma caminhadinha de 15 minutos para começar a prática de exercícios e criar o hábito a partir daí.

Enfim, o mais importante é entender que as crenças limitantes fazem com que você viva abaixo do seu potencial, mas essas crenças podem ser mudadas. Reformatar o seu pensamento pode resultar em conquistas magníficas para sua vida.

Grande abraço!
Juan O’Keeffe

Fonte: https://www.evolucaopessoal.com.br/o-que-sao-crencas-limitantes

 

 

ATENDIMENTOS 2

AVÓS NOTA 10

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(Autoria de Eliana Barbosa*)

 

Dias atrás, em uma palestra que realizei para pais, eu mostrei ao público, através de histórias e slides, o quanto o exemplo é fundamental na criação dos nossos filhos, principalmente o modelo de atitudes dos pais e avós com os quais as crianças convivem.

Sinto-me afortunada pelos exemplos que herdei de meus pais e de meus avós, e, hoje, avó de três adoráveis netinhos, sei da minha responsabilidade em ser uma avó nota 10.

Por isso, quero compartilhar com você o que aprendi com meus pais e avós, e que procuro vivenciar com meus netos, no dia a dia:

  • Através do diálogo, incentive seus netos a expressar seus sentimentos (mesmo aqueles ruins) e, ao ouvir seus desabafos, não critique ou desvalorize o que eles estão sentindo (“Isso não é nada…”, “Isso passa…”, etc.). Você deve ouvir com carinho e validar os sentimentos que eles expressam (“Eu te entendo…”, “O que podemos fazer para resolver isso?…”, etc.), gerando neles confiança para contar a você suas naturais aflições ao longo da vida. Lembre-se que nenhum sentimento é ruim em si. O que é ruim são as ações decorrentes de sentimentos negativos, como rebeldia e agressividade. Daí a importância de se poder expressar o que sente e de ser ouvido com respeito.
  • Vivencie com seus netos a verdade – nada de mentirinhas para fazê-los comer melhor ou para eles obedecerem às suas ordens. Usar mentiras com as crianças é um artifício negativo que lhes causa mágoa e as deixa confusas quanto a confiar ou não em você.
  • Não confunda amor com apego. Quem ama não prende, não cobra, não faz chantagens emocionais, nem tenta comprar o amor dos outros. As crianças sofrem muito quando os avós ficam cobrando atenção, afeto, e elas jamais devem ser chamadas a escolher de quem elas gostam mais. Estas são atitudes imaturas dos adultos, que precisam ser corrigidas em nome do equilíbrio emocional das crianças.
  • Avós simbolizam “porto seguro”, área de confiança, aconchego e sabedoria. Por isso, em seu lar, evite discussões na frente das crianças, o que pode gerar nelas sentimento de culpa e insegurança. Os maiores causadores de traumas na infância são os conflitos entre os pais, e também entre eles e os avós. Seus netos não merecem presenciar os avós desqualificando e desrespeitando os seus pais. Isso os torna confusos e pode causar tristes sequelas emocionais, que eles carregam vida afora. Na família, cabe aos avós, com sua experiência de vida, o papel de sábios conciliadores, sem julgamentos, sempre respeitando a forma de ser e pensar de cada um.
  • Só interfira na educação dos seus netos se for solicitado pelos pais. Lembre-se que seus netos são filhos dos pais.
  • Entenda que colocar limites – e dizer “não” quando é preciso – também são formas de expressar seu amor por seus netos. Toda criança se sente segura quando os adultos ensinam a elas seus direitos, mas também seus deveres.
  • Mostre aos seus netos a diferença entre ajuda e apoio – Ajuda é fazer pelo outro (o que pode deixar implícito que a outra pessoa é incapaz de fazer sozinha, e isso acaba atrapalhando o desenvolvimento de sua autoestima). Por outro lado, apoio é você fazer com o outro (incentivando-o, ensinando a ele o passo a passo e, depois, elogiando-o pelas conquistas). Por exemplo: Quando seu neto pedir ajuda para recolher os brinquedos do chão, diga a ele: “Não vou te ajudar, mas posso te apoiar, segurando a caixa de brinquedos perto de você.”. Depois, parabenize seu neto por ter conseguido catar tudo sozinho. Você consegue perceber a diferença?
  • Ensine aos seus netos o valor da gratidão. Na hora de dormir, quando eles estiverem com você, ou mesmo se você for se despedir deles por telefone, faça com eles o “jogo da gratidão”: Cada um, inclusive você, vai ter que escolher pelo menos três acontecimentos do dia para agradecer, dizendo assim, para cada fato: “Sou feliz e grato porque…”. É surpreendente ouvir o que as crianças valorizam e agradecem!
  • Conte histórias para seus netos – histórias da família, de amor, de conquistas, de alegrias vividas. Saber da sua história de vida despertará em seus netos um forte sentimento de pertencimento, de fazer parte de algo importante no universo familiar.
  • Cabe aos avós manter viva a cultura popular, ensinando aos netos músicas, jogos e brincadeiras folclóricas. Diversão garantida!
  • Respeite a escolha religiosa dos pais de seus netos. O importante é você sempre alimentar nas crianças o sentido da vida, a fé e a caridade.
  • Os laços entre avós e netos, quando positivos, independentes do tempo e da distância, jamais serão desfeitos. Muitos avós e netos sofrem por morar longe uns dos outros, e, nesse caso, eu tenho uma dica interessante: Combine com seus netos onde vocês vão se encontrar, nos sonhos,  todas as noites. Essa é uma forma amorosa e divertida de você e as crianças lidarem com a  saudade, sempre lembrando a eles que saudade não é um sentimento ruim, porque só sentimos saudade de quem amamos de verdade.
  • Finalizando, guarde bem: Grandes avós são aqueles que suprem as necessidades emocionais e materiais de seus netos, apoiando o papel dos pais, o que proporciona às crianças mais segurança no processo de crescer. Avós nota 10 vão além: eles oferecem aos seus netos o seu tempo, sua história, sua experiência e sabedoria, e, é claro, o seu ser!

 Pense nisso com carinho!

* Eliana Barbosa é life coach, psicoterapeuta, articulista de jornais e de revistas de circulação nacional e internacional, autora de vários livros no campo do autodesenvolvimento,  apresentadora de programas em TV e rádio, e ministra  palestras e cursos transformacionais no Brasil e nos Estados Unidos. Contato: eliana@elianabarbosa.com.br  /// www.elianabarbosa.com.br 

ATENDIMENTOS 2

 

AMIGA TÓXICA – Revista MARIE CLAIRE

ENTREVISTA PARA MATÉRIA NA REVISTA MARIE CLAIRE – JANEIRO DE 2016  ( PARA JORNALISTA  CAROLINE MARINO)

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(Autoria de Eliana Barbosa*)

No mês de novembro de 2015, fui entrevistada pela jornalista Caroline Marino, da Revista MARIE CLAIRE, para uma matéria de Juliana Amaro,  que foi publicada em janeiro de 2016, nº 298, na sessão COMPORTAMENTO, páginas 60 a 63, com o título AMIZADE TÓXICA.

A matéria ficou ótima, com trechos da nossa entrevista, citações sobre o tema extraídas de vários livros e com depoimentos de vítimas de amizades tóxicas. Vale a pena conferir!!!

Como este tema é muito importante, e em meu consultório atendo muitas mulheres vítimas de amizades tóxicas que as levaram a grandes decepções, resolvi compartilhar com você, visitante do meu site, a entrevista na íntegra.

LOGO MC

(MARIE CLAIRE – MC) Listei alguns tipos de amigas tóxicas. É possível mostrar as principais atitudes de cada uma?

 — Invejosa – só critica e te coloca para baixo por inveja  

(ELIANA BARBOSA – EB) A “amiga” invejosa, por ter baixa autoestima e acreditar, inconscientemente, que é inferior a você, usa a crítica e a depreciação como armas que, geralmente, machucam muito.

Por outro lado, há também a “amiga” invejosa disfarçada, que fica te bajulando, falando que você é demais, mas que no fundo está vibrando para que o pior aconteça a você!

Então, não se deixe machucar pelas críticas venenosas, mas tenha cuidado também com quem só fala o que você gosta de ouvir…

(MC)— Egoísta: só procura quando têm problema 

(EB) A “amiga” egoísta não demonstra nenhum interesse no seu bem estar, só no dela. Seu discurso sempre começa e com “Eu…” e termina com  “para mim”.

Ela imagina que o mundo gira em torno dela, e só vai te procurar quando achar que você pode ser útil a ela para resolver algum problema. Cuidado, porque você vai se decepcionar ao longo do tempo, principalmente se ficar esperando que um dia ela irá retribuir a atenção que você dá a ela… Nunca!!!

(MC) — A que só aparece quando termina um relacionamento 

(EB)  Esta é a “amiga” carente, que não sabe ficar sozinha. Se ela tem namorado, te ignora, mas se termina com ele, volta a te procurar. É uma amizade unilateral,  ela só quer mesmo te usar como companhia… Não vale a pena investir em amizade assim…

(MC) — A que parece mais sua filha que amiga

(EB) Esta é a “amiga” que suga você, te pede favores e conselhos o tempo todo, e quando você precisa de um carinho, de uma palavra de incentivo, ela muda de assunto, dá pressa de ir embora, some… E você, fica decepcionada e magoada com quem realmente não vale a pena sofrer.

(MC) — As interesseiras. Só te procuram quando interessam: se tem um balada boa, se seu amigo é  gato, se você tem uma casa na praia… 

(EB) Ah… A “amiga” interesseira só te valoriza quando você pode oferecer algo a ela – um convite para uma festa, apresentar a ela seu amigo “gato”, leva-la com você para a sua casa na praia, pagar um almoço em um bom restaurante, e por aí vai…

Se você diz “não” pra ela, ela fecha a cara e usa chantagem emocional pra te deixar culpada. Saia deste relacionamento enquanto é tempo, porque quanto mais “sapos” você engolir, mais chances de ficar doente, engordar ou se deprimir, com o passar do tempo.

(MC) Consciente ou inconscientemente, pessoas do círculo de convivência podem nos colocar para baixo e sabotar nosso crescimento pessoal com palavras e ações?

(EB) Certamente! As pessoas que mais nos magoam, nos colocam medo, e nos deixam com sentimento de culpa são aquelas do nosso círculo de convivência – pais, irmãos e amigos -,  que nos oferecem aquilo que elas têm dentro de si, e, a maioria, infelizmente, carrega dentro de si muitas crenças limitantes e sabotadoras.

Por isso, é preciso tomar consciência deste fato e detectar, em seus relacionamentos, aquelas pessoas que são tóxicas e nocivas, e se afastar delas. Se não for possível se afastar fisicamente, pelo menos emocionalmente é possível, blindando-se contra a pesada energia que elas emanam, carregada de inveja, crítica e maldade.

(MC) Como identificar uma amiga assim?

(EB) Amizade deve ser sempre uma via de mão dupla, onde ambos os amigos se interessam pelo bem estar do outro, em apoiá-lo nos momentos mais críticos, e se sua amiga é superficial, só fala balelas, só conta da vida dela e dos outros, e não se aprofunda em nada que possa fazer a amizade de vocês prosperar, então é sinal de que ela não merece sua amizade.

Tome cuidado com as pseudoamigas, que premeditam uma amizade apenas para se aproveitarem de você, de modo oportunista.

Desconfie daquelas pessoas que, dizendo-se amigas, invadem sua privacidade e começam a tomar conta da sua vida. A amiga verdadeira é discreta e sabe calar-se e afastar-se na hora certa.

E procure se preservar de relacionamentos competitivos ou dependentes, que acabam por esgotar sua energia em vez de renová-la.

(MC) É importante ficar atenta ao número de repetições de certas situações?

(EB) Sim, errar todas podemos errar, faz parte da nossa natureza. Mas não devemos aceitar erros que se repetem em uma amizade ou mesmo em um relacionamento amoroso, até porque confiança quando se perde, não se recupera mais. Sempre haverá uma desconfiança, um medo, um fio de suspeita.

A melhor forma de não se decepcionar com quem quer que seja é não criar expectativas em relação à outra pessoa e sim, em relação a você mesma. Se você se ama e se admira mais do que a outra pessoa ligada a você por relacionamento, as chances de dar certo são muito maiores.

(MC) Quando finalmente temos consciência de que aquela amizade é tóxica, como se livrar dela?

(EB) A minha melhor dica é afastamento, sem muita conversa. Vá deixando a amizade esfriar, mas não tente expor os motivos, porque muitas “amigas” tóxicas são manipuladoras e vão insistir, chorar, mandar mensagens, até fazerem você se sentir mal e culpada por tentar romper a amizade. Então, é melhor falar pouco e ir se afastando lentamente.

(MC) Confrontá-la ajuda ou o melhor é se afastar?

(EB) Como eu disse acima, se sua “amiga” for egoísta e manipuladora, o confronto pode deixar você em situação de culpa, mesmo sem ser culpada de nada. O melhor é se afastar, sem muitas explicações.

(MC) É possível listar os principais sinais de que a amizade é tóxica? 

(EB) Sim, vamos lá! Tenho aqui pra você 9  sinais de que sua amizade é  tóxica:

1. Sua amiga consome suas energias, de forma óbvia ou sutil, ao invés de ser combustível para seu crescimento? Ela age com egoísmo?

A verdadeira amizade consiste em reciprocidade e compartilhamento.

2.  Ela só quer falar de si, dos próprios problemas e alegrias?

Manter essa relação é alimentar o individualismo dessa pessoa.

3.  Ela é negativa, e quando sai de perto de você deixa uma energia pesada e triste no ambiente?

Cuidado: Pessimismo pode contagiar!

4. Aquela que você considera amiga faz tudo para colocá-la para baixo, criticando-a e depreciando-a?

Afaste-se dela, porque isso é sinal de prepotência e falta de caridade, e sua saúde pode ser prejudicada quando você suporta esses desaforos.

5. Ela é alguém que tem o hábito de culpar os outros por seus problemas?

Ah, então se prepare, porque ela vai descarregar em você responsabilidades que não lhe pertencem.

6. É uma pessoa que não aceita ouvir um “não” como resposta?

Mau sinal – ela provavelmente é manipuladora e utiliza de chantagens emocionais para conseguir o que quer.

7. Ela mente para os outros?Pois então não confie na sinceridade das palavras dela. Por que ela agiria diferente com você?

8. Ela gosta de fazer fofocas?Fique alerta: Se ela fala mal dos outros, vai falar mal também de você.

9. É alguém que não lhe permite se expressar, sempre interrompendo suas ideias e palavras?

Ah, por que você ainda insiste em dizer que isso é amizade? Definitivamente não é!

Por isso, antes de se envolver com qualquer pessoa, em busca de amizade, seja você sua melhor amiga, confidente, companheira.

Quando você se trata bem, fica muito mais fácil escolher para sua vida pessoas que também vão tratá-la com o respeito e a atenção que você merece.

E daqui para frente entenda que o segredo para você não se decepcionar em suas amizades é parar de esperar das pessoas aquilo que elas ainda não são capazes de oferecer.

Seja amiga e generosa, faça sua parte, porém jamais permita que alguém a faça se sentir inferior e desconfortável.

(MC) As amigas tóxicas tem sempre um sentimento em comum, como a inveja?  

(EB) Sempre digo que a inveja é um sentimento de admiração mal administrado….

Acredito que a inveja costuma sempre estar presente em relacionamentos tóxicos, onde a outra pessoa se sente incomodada com o seu brilho, o seu sucesso, a sua alegria, a sua forma de encarar a vida, mesmo diante das dificuldades naturais do viver. E aí, esta amiga tóxica, não sabendo lidar com a inveja, passa a te criticar, a te colocar pra baixo, a trazer problemas para sua vida, numa forma de anular o seu brilho e o seu entusiasmo.

(MC) Isso pode vir desde a infância? Tem algo a ver com carácter, criação… 

(EB) Sentimentos negativos, sejam eles pessimismo, inveja, egoísmo, dependência emocional, baixa autoestima e outros têm a ver sim com a personalidade da pessoa que ela já traz ao nascer, mas o ambiente em que vive e o que ouve e vivencia desde a infância têm também um peso enorme na manifestação destes sentimentos. Então, se a pessoa já tem uma tendência a ser egoísta, ou invejosa, ou pessimista, ou crítica…, por exemplo, e se for criada em um ambiente solidário, ético, otimista, amigo e incentivador, essa tendência ao comportamento tóxico, caso se manifeste, será muito mais branda e controlável.

(MC)Qual o perfil psicológico dessas “amigas”? 

(EB) Algumas são egoístas, outras invejosas, manipuladoras, maledicentes ou apenas negativas, pessimistas…

Não podemos generalizar, porque existem pessoas boas, de bom caráter, mas que ainda espalham notícias sobre as dores dos outros, contam as tragédias que ficam sabendo, comentam o mal o tempo todo. São “amigas” que tentam ser boas pra gente, mas, sem perceber, se comportam como “vampiras energéticas”, porque nos sugam as energias, com suas conversas tolas e negativas. Conheço profissionais super competentes em suas áreas de atuação, que, embora tentem se tornar amigas de suas clientes (como é de se esperar em todo atendimento de qualidade), não conseguem por se portarem desta forma tóxica e desgastante.

Você deve sempre observar e se cuidar em relação àquelas “amigas” que…

  • Só demonstram interesse na sua vida, escutam seus problemas e suas histórias, quando elas querem usar algo a favor delas mesmas…
  • Elas cortam sua conversa o tempo todo, pra falar de si próprias.
  • Elas só comentam mal dos outros, reclamam da vida, colocam defeito em tudo, querendo sempre parecer que são vítimas de tudo e de todos…
  • Quando percebem que você quer se posicionar diante de uma situação, quando você diz “não” para as solicitações delas, elas usam de chantagens emocionais, cara de tristeza, de choro, ficam dias sem ligar, para despertar a sua culpa e piedade… Cuidado, porque isso é pura manipulação!!!

Atenção: Se você não se vigiar, você acaba “envenenada” com tanta negatividade e maledicência!!!

*(Eliana Barbosa é life coach, psicoterapeuta, escritora e palestrante motivacional – www.elianabarbosa.com.br)


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