A ARTE DE SER UM BOM PAI

 

 

(Autoria de Eliana Barbosa)

Dia dos Pais, dia dos mais diferentes perfis de pais – pai presente, pai ausente, pai rígido, pai herói, pai moderno, pai…

Que bom seria se todos pudessem falar de pai com boas lembranças, como felizmente é o meu caso, mas, lamentavelmente, muita gente ainda carrega mágoas profundas da falta de um pai amoroso e verdadeiramente presente.

Para uma análise mais detalhada sobre os pais, eu os dividi segundo alguns perfis:

Pai ausente: existe o pai ausente que é ausente mesmo, ou por motivo de morte ou por abandono (e ambos geram nos filhos certa mágoa pelo vazio que deixam), como há o pai ausente “de corpo”, mas presente “de alma”, aquele que não vive com o filho, mas que mantém seus vínculos afetivos com ele, através de telefonemas, mensagens, e-mails, fazendo com que a criança se sinta mais segura e equilibrada.

Pai rígido: é aquele pai que pauta suas atitudes no autoritarismo, que não se atualiza, não aceita opiniões, e tenta impor aos filhos os modelos antigos de educação – “No meu tempo…” Não sabe escutar, muito menos dialogar. Para os filhos, ter um pai rígido não é uma experiência positiva, porque eles acabam aprendendo a ter dois tipos de comportamento – um na frente do pai e outro quando se sentem à vontade. É um tipo de educação em que o pai rígido tenta impor respeito, mas consegue só impor o medo, porque longe dele seus filhos costumam desrespeitá-lo e lhe desobedecer.

Pai herói: felizmente, é um perfil de pai em extinção, porque sabemos o quanto é sofrido para um pai ter que ser o eterno herói para seus filhos. O pai herói é aquele que procura manter a aparência de que é forte e capaz de suportar todas as asperezas da vida, passando para seus filhos uma falsa imagem da realidade, que acaba por se desfazer, com muita decepção dos filhos, quando estes entram na adolescência. Para os filhos, não é apropriado serem criados por um pai herói, porque crescem com uma visão distorcida de que “homem não chora”, “homem não tem medo de nada”, “homem tem que ser forte.” Esta postura, além de não ser saudável para os pais, é um péssimo exemplo para os filhos.

Pai moderno: este é o pai companheiro, interessado pela vida dos seus filhos, que sabe o momento certo de escutar e o de falar. O pai moderno sabe manter sua autoridade e o respeito por meio do diálogo sincero, da atenção carinhosa, do afeto bem dosado e do limite quando necessário. Este é o modelo de pai que realmente é capaz de fornecer a segurança emocional que todo filho necessita e merece.

E, finalizando, uma dica importante: estudos comprovam que quem vive em permanente desequilíbrio financeiro é porque carrega muitas mágoas dos seus pais (pai ou mãe) ou daqueles ligados à sua criação. Então, mesmo que você não tenha sido um filho feliz, para sua própria prosperidade financeira, para sua leveza de alma e para que seja um pai melhor, perdoe os seus pais!

(*Eliana Barbosa é psicoterapeuta, life coach, escritora e palestrante no campo do autodesenvolvimento – www.instagram.com/elianabarbosacoachwww.youtube.com/elianabarbosa)

 

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